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6 subsistemas de RH e seus benefícios para gestão de pessoas

Escrito por Mariana Dias | Gupy | 03/11/2022

Subsistemas de RH são os componentes essenciais que estruturam a gestão de recursos humanos em uma organização, atuando como engrenagens interligadas para atrair, desenvolver e reter talentos de forma estratégica.

Em essência, subsistemas de RH representam um framework integrado que abrange desde a provisão de pessoal até o monitoramento contínuo, garantindo que as pessoas sejam o motor do sucesso empresarial. 

Sua importância na gestão estratégica de pessoas é inegável: eles não apenas otimizam processos administrativos, mas também impulsionam o desempenho organizacional ao alinhar os objetivos humanos com as metas corporativas. 

Para empresas médias e grandes, onde a escala de operações exige eficiência e inovação, esses subsistemas evitam silos departamentais, fomentam uma cultura de alta performance e contribuem para a competitividade no mercado.

Imagine uma empresa média com 500 funcionários enfrentando alta rotatividade: sem subsistemas bem definidos, o RH opera de forma reativa, desperdiçando recursos em contratações constantes. 

Já em grandes corporações, como multinacionais, eles influenciam diretamente a inovação e a adaptação a mudanças globais, como a digitalização acelerada pós-pandemia. 

Neste artigo, exploraremos os seis principais subsistemas de RH, sua relevância e dicas práticas para implementação. Além disso, destacaremos o papel da liderança nesse ecossistema.

Com estratégias de liderança integradas ao RH, você pode transformar desafios em oportunidades, como veremos a seguir. Ao final, encontrará orientações acionáveis para elevar a gestão de pessoas na sua organização. Confira!

Quais são os 6 subsistemas de RH?

Antes de mergulharmos nos subsistemas específicos, é crucial entender o papel da liderança no contexto do RH. 

A liderança não é apenas uma função hierárquica; é um catalisador que impacta diretamente a retenção de talentos, o engajamento das pessoas colaboradoras e o clima organizacional. 

Líderes eficazes no RH atuam como facilitadores, promovendo uma gestão de pessoas centrada em empatia e visão estratégica. 

Por exemplo, ao relacionar a liderança com o desenvolvimento profissional, eles criam caminhos claros para o crescimento, reduzindo a rotatividade em até 30% em empresas que investem nisso, segundo estudos do Gartner. 

Essa abordagem transforma a cultura organizacional, fomentando colaboração e inovação, e contribui para o sucesso a longo prazo ao alinhar equipes com os valores da empresa. 

Agora, vamos aos seis subsistemas fundamentais, que formam a base de uma gestão de RH robusta.

1. Provisão de recursos humanos

O subsistema de provisão de recursos humanos retrata a procura por profissionais qualificados para preencher as vagas disponíveis na empresa.

Para isso, é preciso que o RH compreenda as deficiências de cada departamento e qual o perfil de profissional necessário para realizar contratações mais assertivas.

Para mapear a situação dos departamentos a empresa pode elaborar perguntas estratégicas, construindo um perfil ideal de profissional que possa suprir as exigências:

  • qual será o custo da nova contratação?
  • é preciso buscar talentos fora da empresa?
  • quais habilidades o novo colaborador precisa ter?
  • existe algum colaborador internamente que atenda a esse perfil?
  • como deve ser a primeira entrevista: vídeo, dinâmica em grupo?

2. Aplicação de pessoas

A aplicação de pessoas é a etapa em que uma nova pessoa colaboradora é estabelecida na empresa. 

Nela é necessário ser transmitido de maneira clara todas as informações sobre a sua responsabilidade na empresa, como suas funções, posição de trabalho, salário, benefícios, etc.

Além disso, essa é a fase de adaptação, no qual acontece a apresentação da equipe e a integração à cultura organizacional.

Sendo assim, é fundamental manter o colaborador motivado, evidenciando os benefícios de ser um integrante da equipe. Tornando sua adaptação mais rápida e o novo colaborador mais engajado.

Outra função do subsistema de aplicação é analisar a adaptação do colaborador às demandas e à cultura organizacional da instituição, verificando também seu desempenho inicial a fim de realizar feedbacks.

3. Manutenção de Pessoas

O subsistema de manutenção de pessoas é a fase que irá reter os talentos, ou seja, irá reduzir os níveis de turnover da empresa.

Após acontecer as etapas de recrutamento e de aplicação, essa é a hora de certificar a retenção desse colaborador na organização.

Desta forma, para permanecer, é preciso dispor de bons benefícios, confiabilidade e satisfação com o trabalho.

Para o contratado, a organização deve permanecer sendo atrativa e competitiva, evitando que o colaborador procure novas oportunidades.

Para mensurar a satisfação dos funcionários, é preciso que o RH elabore pesquisas de clima e se dedique na prática de team building, focando em unificar as equipes e promover um ambiente de troca de experiências.

Além disso, é importante se dedicar em estratégias que beneficiem o engajamento, objetivando à manutenção de seus talentos:

  • ofertar bonificação;
  • sugerir correção salarial;
  • estruturar planos de carreira;
  • ofertar vantagens atraentes;
  • disponibilizar bolsas de estudos ou capacitações técnicas.

4. Desenvolvimento de pessoas

O desenvolvimento de pessoas é o subsistema que capacita pessoas colaboradoras para crescerem junto à empresa, preparando-os para desafios futuros. Sua importância reside na adaptação às mudanças de mercado e demandas tecnológicas, como a ascensão da IA e automação. 

Inclui treinamentos personalizados, programas de desenvolvimento de lideranças, gestão de competências e planejamento de carreira, que não só elevam habilidades, mas também motivam retenção.

Para empresas médias, isso significa workshops internos acessíveis; para grandes, academias corporativas como as da Google. 

Líderes de RH orquestram esses programas, identificando gaps via assessments e criando trilhas de carreira. O resultado são pessoas mais ágeis, inovação impulsionada e uma cultura de aprendizado contínuo, essencial para navegar em economias voláteis.

5. Recompensa de pessoas

A recompensa de pessoas envolve políticas de remuneração e reconhecimento que valorizam o esforço e o desempenho, equilibrando salários, bônus, benefícios e incentivos não financeiros. 

Alinhados ao mercado e à cultura da empresa, esses elementos são cruciais para atrair e reter talentos em um cenário competitivo. Salários justos, por exemplo, devem refletir benchmarks salariais (como os do Glassdoor), enquanto bônus por metas incentivam alto desempenho.

Sistemas transparentes, como avaliações anuais com feedback, fortalecem a confiança e reduzem desigualdades. 

Líderes eficazes integram recompensas à estratégia de RH, usando-as para reforçar valores organizacionais. 

Em empresas grandes, pacotes totais de remuneração (salário + benefícios) podem aumentar o engajamento em 25%, segundo a Deloitte, transformando recompensas em ferramenta de motivação duradoura.

6. Monitoração de pessoas

A monitoração de pessoas avalia processos e resultados de RH por meio de KPIs, pesquisas de clima e auditorias, fornecendo dados para decisões baseadas em evidências. 

Em empresas médias e grandes, ferramentas como dashboards de HR Analytics rastreiam métricas como taxa de retenção, satisfação e ROI de treinamentos, permitindo melhorias contínuas.

Líderes utilizam esses insights para ajustar estratégias, identificando padrões como uma baixa no engajamento em equipes remotas. 

Com o uso de software como o SAP SuccessFactors, a monitoração evolui de reativa para preditiva, antecipando riscos e otimizando recursos. Assim, o RH se torna parceiro estratégico, elevando a eficiência organizacional.

Qual é a importância dos subsistemas de RH para as empresas?

A organização do departamento de RH utilizando os subsistemas pode proporcionar diversos benefícios para as organizações. Além disso, sua utilização é fundamental para conquistar os objetivos e metas traçadas de maneira mais rápida e organizada. 

Veja as principais vantagens: 

  • gestão de pessoas mais organizada;
  • maior alinhamento entre a empresa e as pessoas colaboradoras;
  • mais assertividade no processo seletivo;
  • mais eficiência na contratação e adaptação de funcionários;
  • mais motivação e engajamento dos funcionários;
  • melhor análise de desempenho dos funcionários;
  • redução do nível de turnover.

Como implementar subsistemas de RH na sua empresa

Implementar subsistemas de RH exige um guia prático e interativo, adaptado ao tamanho da empresa. Comece com uma auditoria interna: avalie o RH atual via questionários e KPIs para identificar gaps. 

Para a provisão, adote plataformas como a Gupy para recrutamento digital, integrando Agentes de IA para triagem inicial.

Em seguida, forme uma equipe de RH multifuncional: inclua líderes de áreas para alinhamento estratégico. Invista em tecnologia, para automatizar aplicação e monitoração. 

Para desenvolvimento e recompensa, crie programas personalizados, como treinamentos online, e políticas de remuneração com benchmarks anuais.

Mensuração é chave: defina KPIs como eNPS (engajamento) e taxa de promoção interna, revisando trimestralmente. Dicas: comece pequeno, com um piloto em um departamento, e treine líderes para multiplicar impactos. 

Com persistência, sua empresa verá o engajamento subir e os custos caírem em 6-12 meses.

Tendências e inovações em subsistemas de RH

As tendências em subsistemas de RH estão revolucionando a gestão de pessoas com tecnologias como People Analytics, agentes de IA e automação. 

O People Analytics usa dados para prever rotatividade, como na IBM, que reduziu saídas em 20% ao analisar padrões comportamentais. Agentes de IA otimizam recrutamento, com chatbots como o da Unilever acelerando seleções em 75%.

Automação libera RH para tarefas estratégicas, como na GE, que usa bots para onboarding. Cases notáveis incluem a Nubank, que integra Agentes de IA em desenvolvimento para trilhas de carreira personalizadas, e a Magazine Luiza, pioneira em analytics para clima organizacional no Brasil. 

Essas inovações promovem inclusão, com ferramentas de bias-free hiring, e adaptam RH à era digital, garantindo competitividade.

Os subsistemas de RH formam a espinha dorsal de uma gestão de pessoas estratégica, impulsionando eficiência e inovação em empresas médias e grandes. 

Ao integrar provisão, desenvolvimento e monitoração, com liderança inspiradora, organizações não só retêm talentos, mas constroem culturas resilientes. Implemente-os com tecnologia e mensuração para resultados tangíveis. 

No mundo volátil de hoje, investir em RH é investir no futuro – comece hoje e veja sua equipe prosperar.

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