People First #4 – Cultura de diversidade na transformação do RH

Será que as organizações entendem como a diversidade cultural pode beneficiar os negócios? Neste quarto episódio do People First, discutimos o assunto com a presença especial da Lisiane Schafer, formada em Psicologia e há mais de 15 anos atuando em Recursos Humanos.

CONFIRA UM TRECHO DA ENTREVISTA

 

Na sua percepção, as empresas têm tratado do tema diversidade e inclusão?

Há profissionais erguendo essa bandeira, mas ainda está relacionado mais a manifestações especificas e pontuais do que movimentos propriamente ditos. Mas é importante entender que é preciso construir um ambiente para que a pessoa que entrar na organização, possa se sentir segura de poder falar e se expressar. O que as vezes não acaba acontecendo porque o discurso, muitas vezes, fica incoerente com as práticas culturais adotadas.

Vejo que estamos discutindo sobre o tema, mas poucas empresas efetivamente têm aproveitado isso de forma correta e estratégica para se posicionar e, inclusive, buscando entender em como isso pode gerar até lucros para a empresa.

 

O que você acha fundamental que as empresas observem antes de adotar práticas de diversidade e inclusão?

Acredito que tudo começa com um mapeamento inicial de números e indicadores, como, percentuais de homens e mulheres, perfil das pessoas em cargos de gestão, etnias na empresa, etc. Depois disso é investigar qualitativamente, seja por meio de rodas de conversa ou entrevistas, para perceber isso de forma mais profunda e entender como também é percebido esse tema pela ótica dos colaboradores. A partir disso, ai sim saber como a empresa está atualmente e para onde pode caminhar com algum programa sobre o tema.

É importante sair da zona em que empresas contratam pessoas para falar sobre esses temas pata se colocar na posição de escuta e refletir sobre isso, juntos. 

Perguntas frequentes

  • Para começar, Lisiane Schafer recomenda mapear números e indicadores, como percentuais de homens e mulheres, perfil das pessoas em cargos de gestão e etnias na empresa. Em seguida, a empresa pode investigar qualitativamente, com rodas de conversa ou entrevistas, para entender como o tema é percebido pelos colaboradores e definir a situação atual e os caminhos possíveis para um programa.

  • Para Lisiane Schafer, é preciso construir um ambiente em que quem entra na organização se sinta seguro para falar e se expressar. Ela observa que isso pode não ocorrer quando o discurso sobre diversidade e inclusão fica incoerente com as práticas culturais adotadas pela empresa.

  • Lisiane Schafer considera importante que as empresas deixem de apenas contratar pessoas para falar sobre diversidade e inclusão e passem a se colocar em posição de escuta. A proposta é refletir sobre o tema em conjunto, considerando também a percepção dos colaboradores.

  • Na percepção de Lisiane Schafer, a diversidade pode ser aproveitada de forma estratégica para o posicionamento da empresa e para investigar como pode gerar lucros. Ela ressalta que poucas empresas têm feito esse aproveitamento de forma correta e estratégica.

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