Uma carta do RH (para o RH)

Oi, eu também sou do RH. Na verdade sou todo o RH da minha empresa. Sou a pessoa que cuida do ser humano na estrutura organizacional e quero contar a minha história para você…

Eu chego ás 9:00, quando não é mais cedo, para trabalhar. Abro meu email e vejo milhares de “emails não lidos”. Currículos, pedidos de gestores para contratação, agendamento de entrevistas, documentos para fazer admissão de candidatos contratados, e alguns (poucos) sobre cursos, eventos e conteúdos. As vezes eu saio no horário comercial para ir fazer minhas tarefas pessoais, mas isso é raro. São muitos currículos (mesmo!) para analisar.

Mas a conta chega para todo mundo. Comecei a ter problemas para contratar. Ou era rápido demais mas com um turnover alto, ou eu era bem assertivo mas demorava décadas! A empresa começou a inflar o custo com pessoas e o resultado não vinha. Afinal, uma posição em aberto significa que alguém não está lá trabalhando, né? Além disso, trabalhava umas 12 horas por dia. Eu amo trabalhar, mas isso não é saudável. Precisa ser mais estratégico para melhorar esse cenário.

Mas é complicado, né? Eu tenho tanta coisa para fazer todos os dias, como incluir mais uma? Fiquei com receio de encarar a minha empresa. Propor o novo, o futuro, a melhora do meu dia a dia. “Vou contratar, depois eu vejo isso.” foi o que pensei. Visão super operacional, infelizmente.

Certo dia eu estava no meu LinkedIn vendo notícias do mercado e vi pessoas falando sobre um sistema, tal de ATS, que promete melhorar o dia a dia do RH. Falavam sobre ler muito menos currículos, ter controle de comunicação entre gestores e RH, avaliação de candidatos, laudo das entrevistas e até gerar indicadores. Imagina esquecer as planilhas e não precisar ler milhares de currículos? E, ainda, esquecer aqueles emails todos que enchiam minha caixa todo dia... A mensagem era linda: mais tempo para mim!

Não dava mais. Chega desse dia a dia chato e improdutivo. Fui atrás de empresas que poderiam me ajudar. Olhei para várias, desde startups a empresas enormes. Muita coisa boa, mas eu precisava de algo efetivo e simples. Comecei a aprender o que era Inteligência Artificial e como aplicar no Recrutamento e Seleção. Poxa, muito legal mesmo os softwares. Vou encarar meus diretores! Isso precisa mudar.

Após uma série de reuniões com fornecedores de sistemas para recrutamento, reuniões para aprovações internas, orçamento, usabilidade, aplicação, consegui convencer o meu gestor a financiar o projeto. Não era caro, mesmo, mas minha empresa não tinha orçamento previsto para um software de recrutamento. Topamos o desafio, 60 contratações em 12 meses, usando esse sistema que usa Inteligência Artificial para automatizar triagem e melhorar a experiência de gestores, recrutadores e candidatos.

Os resultados começaram a surgir. Um site ‘“trabalhe conosco” super jovem, melhorou a imagem da minha empresa, mais candidatos se inscrevendo nos processos, gestores com mais controle e autonomia do processo, eu (RH) muito mais satisfeito.

Sério, eu lia uns 1.000 currículos por mês. Estou lendo 100. E o bom é que encontro os melhores candidatos com um clique. Eles são bem alinhados com o comportamento esperado, experiência profissional, e essas coisas que avaliamos em um processo seletivo. Essa tal de Inteligência Artificial é inteligente mesmo!

Os meses foram se passando e começamos a medir a melhora do processo. Sabia que antes minha empresa era muito enviesada para contratar, pouca diversidade no perfil dos colaboradores, mas isso foi mudando. Não interessa o sexo, cor, ou coisas do tipo. Interessa quem são os candidatos ideais para a vaga e para a minha empresa!

Reduzimos 60% do tempo que demorávamos para fechar uma vaga. Como falei, meu esforço em triagem melhorou em 90% e estamos medindo agora o turnover, para ver aquela equação do início do texto: Contratação = Velocidade + Qualidade². Mais uma coisa incrível, reduzimos a rotatividade de funcionários em torno de 50%!

De fato foi difícil a mudança de mindset. Os gestores continuaram me mandando indicações por email, ou dizendo para mim “Contratei uma pessoa, faz a admissão dela.”. Mas fomos resistentes e acreditamos no projeto. Forçamos processos a serem seguidos e acreditamos no uso do sistema. Em quatro meses todo mundo estava amando. E algo muito bacana é que os candidatos começaram a falar super bem de nós nas redes sociais e sites de emprego.

Não paramos por aí, o céu não é o limite. Tecnologia é o presente!

*Este texto trata-se de uma ficção e não representa a opinião de nenhuma pessoa específica.

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Paulo Guidugli | GUPY

Paulo Guidugli | GUPY

Atua como Gerente de Novos Negócios e Especialista de R&S na GUPY. Formado em Administração de Empresas pela PUC-SP, teve passagens por grandes empresas onde começou a se interessar por RH e Inovação. Apaixonado por otimização de processos e gestão de pessoas, se tornou um influenciador de Gestão de Recursos Humanos para pequenas e médias empresas.