Descubra como a Gupy conquistou 3 GPTW e foi eleita uma das melhores empresas

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A 3ª melhor pequena empresa de tecnologia do Brasil, 2ª melhor pequena do país e 1ª melhor pequena de São Paulo. 

Estas foram as conquistas da Gupy em 2019 frente ao Great Place to Work, organização que ranqueia anualmente as 100 melhores empresas para se trabalhar e presta consultoria  para analisar a satisfação dos colaboradores referente ao ambiente de trabalho. 

Como resultado, o Instituto certifica as companhias que possuam maior pontuação e emite o selo GPTW, um excelente atrativo no recrutamento e seleção de talentos.

Mas como a Gupy conseguiu ficar entre as primeiras posições? é o que você vai descobrir no conteúdo a seguir. Nele, você também vai entender:

  • etapas, documentos e processo GPTW;
  • como tudo começou e como participamos;
  • como ganhamos 3 Great Place to Work;
  • aprendizados e dicas.

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Documentos e processo GPTW

Para começar, é preciso se inscrever no programa de certificação. Ele consiste em escolher um dos planos de relatório oferecidos pela consultoria  — o que depende tanto do número de funcionários da sua empresa, quanto dos itens inclusos em cada pacote. 

Em seguida, você recebe uma série de documentos GPTW, como:

  • formato de planilhas e parametrização do envio;
  • regras gerais;
  • carta de engajamento para os colaboradores responderem com feedbacks anônimos, evitando qualquer exposição e mantendo a idoneidade do processo.

A partir daí, chega o momento de rodar uma pesquisa sobre o clima organizacional quantitativa e qualitativa com cada colaborador, que deve responder uma série de questões em até 15 dias. Note que é preciso garantir também a aderência de, no mínimo, 80% de pessoas para ser pelo menos considerado à certificação. 

Aqui, são analisados aspectos como respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. As respostas têm um peso muito grande e são essenciais para que a empresa seja classificada. Além disso, a pesquisa possui perguntas abertas, então quanto maior o engajamento dos colaboradores para respondê-las, melhor!

O mais importante, porém, é quando os resultados chegam, porque é possível entender melhor a percepção dos funcionários em relação à empresa. E, caso o instituto a certifique, ela poderá fazer o requerimento para concorrer ao ranking GPTW. 

Mas não para por aí: ter a participação efetivada significa também enviar o culture audit, ou auditoria de cultura, documento com uma série de questões que servem para mostrar o que torna a sua empresa única e com critérios de originalidade, variedade, calor humano e integração. E é nele que descrevemos todos os aspectos da nossa cultura, ações e práticas.

Estes elementos são levados em consideração no ranking, pois eles revelam não só o percentual de satisfação dos colaboradores, como também pontos de melhoria sugeridos por eles, a diversidade (via aspectos demográficos, como etnia, gênero, idade) e outros indicadores, como:

  • contratação (Ex.:quantos currículos em média são recebidos para uma oportunidade aberta?);
  • treinamentos (Ex.: qual o valor gasto com treinamentos?);
  • promoções e movimentações internas (para entenderem ser as pessoas possuem oportunidades de crescimento internamente);
  • desligamento (Ex.:quantidade de demissões voluntárias/involuntárias). 

Portanto, quanto melhor forem estes indicadores, maior será a pontuação da empresa.

Como você pode perceber, eles devem ser acompanhados de forma intensa e constante, e não de forma pontual — não é algo que se conquista com uma força tarefa só por conta do GPTW. 

Como tudo começou e participamos

Nossa jornada iniciou em 2017, onde reunindo as informações para o ano seguinte. Já em 2018, conseguimos ser certificados pela primeira vez e nos preparamos para ter um foco maior na próxima vez.

Logo em 2019, percebemos que nossas ações de cultura — como o onboarding Gupy, reuniões semanais e compartilhamentos de conhecimento — aconteciam de forma tão orgânica conforme crescíamos, que começamos a pensar em competir no ranking e preencher a auditoria, pois fazia sentido para nós participar da disputa naquele momento.

O processo, porém, foi complexo porque não tínhamos exemplos da cultura Gupy bem documentados. Então, usamos os gupiers para mostrarem como eles vivenciaram estas práticas  — algo intenso, mas muito incrível que nos fez pensar: “Caramba! fizemos tanta coisa, que nem percebemos que era um ritual nosso”. 

Com os resultados em mãos, a ideia era fazer várias análises e correlações entre idade, sexo, orientação sexual, área e tempo de empresa, por exemplo. Isso possibilitou realizar uma série de cruzamentos, como por exemplo “na pergunta x, percebemos que as pessoas que tem a idade de 22 a 25 não estão satisfeitas no quesito y”. 

Com isso, fizemos um relatório interno cheio de insights da auditoria GPTW e aplicamos uma série de ações e melhorias. Algumas foram:

  • ênfase na saúde mental e física;
  • adoção a frutas e comidas mais saudáveis;
  • a mudança de escritório (uma das principais insatisfações, já que o local estava ficando pequeno e as mesas e cadeiras, sem a ergonomia correta).

Lembre-se: às vezes achamos que estamos indo pelo caminho certo e a pesquisa aponta erros que possamos estar cometendo. Então, é essencial fazer uma pesquisa de clima, independente de ser do GPTW ou não. 

Mas você deve estar se perguntando: por que damos tanta importância ao Great Place to Work? 

  1. Aprendemos muito com o processo para melhorar nossas equipes. Durante ele, acontecem imersões das nossas práticas de RH e temos a oportunidade de conhecer a fundo o que os gupiers sentem, mais valorizam e acreditam faltar à nossa empresa.

    Logo, temos insights muito ricos tanto para alimentar o time de gente e gestão, quanto identificar novas oportunidades que precisamos buscar para continuar crescendo e contratar mais talentos.

  2. A certificação nos ajuda a: ter mais visibilidade e credibilidade no mercado; ser referência e não somente oferecer um produto; se diferenciar da concorrência.

  3. Já o selo nos ajuda com nosso employer branding - uma prova social de qualidade que temos internamente nas práticas de gente, atraindo e engajando talentos em nossos processos. 

O que nos levou a ganhar 3 GPTW?

Gupy na premiação GPTW

Um dos nossos diferenciais foi a satisfação real dos gupiers. Isso é possível porque somos uma empresa que valoriza o bem estar de seus colaboradores e, cada prática, por mais simples que possa parecer, é relacionada com os valores da Gupy.

Sendo assim, elas reforçam, de fato, a nossa cultura e o casamento entre nossas ações culturais e o que realmente as pessoas sentem ficaram em sintonia.

Também foi apontado nosso modelo de gestão: utilizamos OKRs, fazemos rotinas, temos vários rituais e somos muito regrados- algo incomum, principalmente para pequenas empresas e startups. 

Resultado: O mínimo para você participar de uma premiação GPTW é 70%. A média do mercado foi de 85%.  A Gupy obteve 96% de satisfação.

Sem contar no grande impacto em nosso recrutamento, o que fez as pessoas terem segurança para se inscreverem em nossas vagas graças à nova percepção delas.

Aprendizados e dicas

Mariana Dias, CEO da Gupy, com o prêmio GPTW

Para quem está começando, mais do que você ganhar prêmios e certificações, participar do GPTW envolve entender o porquê você quer participar e fazer uma pesquisa de clima. Qual a consequência de você ganhar um primeiro lugar de melhor empresa, por exemplo?   

Claro que contar para as pessoas da premiação é um chamariz. Mas tudo isso é fruto de um trabalho que você deve fazer ao longo do tempo.

Assim, de nada adianta ganhar o GPTW se você não fizer ações que tenham relevância e um plano. Então, pesquise primeiro dados e fatos para o que você precisa atacar internamente. 

Além disso, a premissa nº 1 para qualquer líder de RH é escutar seus colaboradores, sem pretensão de ganhar um prêmio. Porque desta pesquisa vão surgir várias ações que devem ser trabalhadas dentro de casa. 

Outros aprendizados que valem ser destacados da nossa experiência:

  • Não nos planejamos muito bem no começo. Pensamos, por exemplo, que responder a auditoria de cultura era tranquilo e deixamos para preenchê-la faltando duas semanas. Mas seu tamanho era maior do que imaginávamos.

    Por isso, se organizar para escrever é fundamental- você depende de outras pessoas para te responder, precisa estruturar o raciocínio nas respostas e necessita de tempo para focar.

    Portanto, neste ano fizemos um calendário de ações e estruturamos as etapas- Na pesquisa, o que vou fazer para engajar os colaboradores? Quando irei fazer? Quais são as ações necessárias? Pensar nisso é fundamental para garantir uma entrega de qualidade.

  • Ter a liderança envolvida é essencial, pois se ela não abraça a importância real do certificado, de melhorar as práticas de gente, de retenção, de contratação, de cuidado com o time, isso nunca vai ser cascateado para dentro da empresa e o selo vira algo vazio.

    O objetivo é justamente ser algo que tenha significado, seja verdadeiro e se desdobre em coisas que realmente façam a diferença na vida dos colaboradores.

    E isso também vale para os líderes na camada intermediária, como coordenadores e gerentes, além dos próprios colaboradores. Se eles não abraçarem essa ideia, será um desafio conseguir passar a importância do GPTW.

  • O resultado do processo talvez seja uma surpresa negativa se a sua empresa não estiver acostumada a escutar as pessoas. Então, se você quer ter uma boa posição no ranking, você não pode ser uma empresa que se preocupe em ouví-las uma vez por ano durante a pesquisa.

    É preciso evoluir sua empresa constantemente, melhorando o ambiente de trabalho e suas práticas de gente para que o momento do GPTW seja um grande compilado, um momento chave de um trabalho que você já faz durante o ano (e não algo isolado). 

E, por fim, todos nós podemos construir a empresa dos sonhos. Quando começamos a Gupy, sabíamos que a gente queria construir não só um produto e uma empresa de sucesso, mas uma empresa que tivesse um ambiente onde as pessoas realmente fossem felizes e pudessem ser elas mesmas, conseguindo se desenvolver e crescer. 

Hoje, conseguimos construir a melhor pequena empresa de São Paulo, a 2ª melhor pequena do Brasil e a 3ª melhor pequena de tecnologia. Então nunca é tarde para fazer uma empresa incrível para o seu time.

Imagem dos colaboradores da Gupy juntos e o selo GPTW

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Stefanie Ferracciu | Gupy

Stefanie Ferracciu | Gupy

Head de Gente e Gestão da Gupy, Stefanie é formada em psicologia pela PUC-RJ e já passou por empresas como L'Oréal, BRMalls e Cyrela. É apaixonada pelo desenvolvimento humano e organizacional e também pela filha Sofia.