6 aspectos importantes sobre home office que as empresas devem entender

O home office um é uma prática cada vez mais comum no Brasil. Com ela, os funcionários exercem as atividades de rotina fora da empresa. É uma opção atrativa para o profissional em busca de mais flexibilidade e comodidade, além de ser uma alternativa para as empresas engajadas na consumação dos projetos e não simplesmente no cumprimento de cargas horárias fixas.

Apesar de trazer diversas vantagens tanto para os trabalhadores quanto para o negócio, é preciso conhecer alguns aspectos importantes e que exigem atenção para tudo sair conforme o esperado. Por isso, preparamos este texto. Confira a seguir!

1. Os funcionários não vão sumir

Uma das grandes preocupações relativas ao home office é de que pode haver perda de controle. Para muitos gestores, um funcionário remoto é uma pessoa a menos no time.

Há várias modalidades de trabalho a distância, no entanto, e em nenhuma delas o colaborador fica isolado na companhia. Basta observar como na maioria dos casos o serviço é executado remotamente somente dois ou três dias semanais.

Mesmo em situações nas quais o trabalho é feito 100% home office, os trabalhadores devem participar de reuniões presenciais na organização, no mínimo, a cada 15 dias para alinhar as atividades com os líderes e receber feedbacks.

Além disso, com as inovações tecnológicas é possível para os gestores terem contato frequente com a equipe. Eles podem fazer isso por meio de ferramentas adequadas ou aplicativos de gerenciamento remoto de tarefas.

2. Está previsto nas leis trabalhistas

Muitas instituições apresentam forte resistência por terem dúvidas sobre a adequação na legislação brasileira. Por meio da alteração do artigo 6º da CLT em 2011, os direitos de quem exerce as atividades a distância foram igualados ao de quem trabalha dentro da empresa.

Assim, ficou definido um expediente de trabalho remoto com horário para iniciar e para finalizar. Demandas e contatos fora desses limites são caracterizados hora extra. A legislação, portanto, considera válida essa prática, mas deve haver uma limitação dentro de uma jornada de trabalho.

Esse modelo funciona bem e traz resultados positivos em atividades determinadas, como no teleatendimento. Quando há a necessidade de estipular um horário mais flexível de trabalho, muitas instituições escolhem pelo contrato sem horário núcleo, no qual não existe o controle de jornada nem o pagamento de horas extras.

Nos casos dos trabalhadores externos, como, por exemplo, os vendedores, ainda há uma exceção inserida no artigo 62 da CLT. Ela possibilita um contrato sem estipulação de jornada em situações específicas.

Podem ser encontradas no mercado algumas ferramentas para evitar ou restringir o contato telefônico ou por e-mail dos líderes com os colaboradores fora do horário de trabalho. Isso diminui as chances de possíveis ações trabalhistas.

Independentemente do caso, é essencial englobar o setor jurídico da companhia nas reuniões e estabelecer políticas a respeito dessa modalidade. Se preciso, contar com uma assessoria especializada no tema.

3. Vai gerar menos custos

Pelo fato de a empresa não precisar de conceder uma estação fixa de trabalho, vai reduzir os custos com infraestrutura, com pagamentos de benefícios, como o vale-transporte, e com demais gastos necessários para a manutenção física da organização.

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4. Funcionários terão mais qualidade de vida

Com o home office, o colaborador consegue se alimentar melhor, conviver mais tempo com a família e aproveitar o tempo que gastaria com o deslocamento para praticar exercícios físicos ou outro hobby. Assim, ele se sente mais motivado e satisfeito com o trabalho.

Esse modelo dribla inúmeros desafios enfrentados todos os dias pelos trabalhadores, como a falta de flexibilidade das jornadas de trabalho, o trânsito, a indisposição no ambiente laboral, entre outros.

5. Vai atrair e reter talentos

A viabilidade de trabalhar de casa é um ponto de atração para muita gente, principalmente da nova geração, mais acostumada com a tecnologia e os benefícios proporcionados por ela.

Em muitos casos, o home office é uma questão fundamental para convencer o profissional a compor o time e também a trabalhar mais tempo para a empresa.

5. Pode haver perda de produtividade

Trabalhar em home office requer muito profissionalismo por parte dos colaboradores, pois algumas situações podem resultar em uma queda de produtividade considerável. Um grande erro é ficar de pijama, por exemplo, uma vez que pode refletir na qualidade das tarefas. Um traje não profissional vai impactar na seriedade do trabalho e diminuir a credibilidade do funcionário.

Isso não quer dizer que seja preciso vestir terno e gravata diariamente, mas sim trabalhar com uma vestimenta mais confortável e, ao mesmo tempo, sem deixar de ter uma atitude profissional.

Em alguns casos, será necessário participar de uma reunião marcada de última hora ou atender por videoconferência. Para isso, uma boa dica são camisas e calça jeans, maquiagens leves para as mulheres e barba aparada para os homens.

Além disso, muitas pessoas sentem dificuldades em manter a produção porque são, frequentemente, interrompidas por familiares e amigos. Muitas vezes, eles não entendem a necessidade de concentração do colaborador e não respeitam o horário de serviço.

6. Atividades serão deixadas de lado sem monitoramento

Existem pessoas que sem um monitoramento constante acabam por procrastinar, faltar ao trabalho ou realizar atividades diversas no trabalho. Há também aquelas que mesmo na empresa se mantém dispersas e improdutivas. Nesse caso, trabalhar na modalidade home office não é o mais indicado.

Essa, no entanto, não é a regra, pois existem cada vez mais funcionários disciplinados, éticos e responsáveis. Muitos prezam pelo foco em resultados e batimento metas, que fazem de tudo para entregar um trabalho de qualidade e manter a possibilidade de atuar de casa.

Por isso, cabe à companhia buscar, recrutar, selecionar e treinar os profissionais adequados para esse tipo de serviço. Assim, é possível manter uma alta performance ao trabalhar de qualquer lugar.

Com as mudanças constantes no cenário brasileiro, o home office cresceu muito nos últimos anos. Novos profissionais têm buscado um formato mais flexível de trabalho, principalmente, porque as inovações tecnológicas permitem que isso aconteça sem impactar na produtividade. Contudo, cuidados devem ser tomados para as empresas e colaboradores se adaptarem.

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Gabrielle Armbrust | GUPY

Gabrielle Armbrust | GUPY

Formada em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda pela ESPM, é Especialista de Marketing Digital da Gupy, onde se tornou apaixonada por RH. Tendo morado nos EUA, Argentina e Inglaterra, Gabrielle tem experiência com diversidade e pessoas, por isso busca com a Gupy ajudar a colocar gente certa, no lugar certo.