Por que o onboarding é chave para a retenção de talentos?


8 minutos de leitura

Você já considerou como uma boa estratégia de onboarding pode cooperar para a retenção de talentos na sua empresa? Isso porque sem ela, existem altas taxas de turnover, que podem resultar em grandes prejuízos para as organizações.

Além disso, contar com uma equipe de trabalho bem estabelecida e constante é importante para a imagem e o crescimento da organização- o que torna mais fácil formar novos líderes, que já estão inseridos na cultura da empresa, o processo de sucessão empresarial e a contribuição para a promoção da marca por meio de seus clientes internos.

Uma pesquisa da Aberdeen, de 2009, apontou que 86% dos profissionais decidem por continuar, ou não, em uma empresa nos primeiros 6 meses de trabalho, por isso é fundamental investir em estratégias de retenção desde o momento da contratação. É o que vamos explorar a seguir. Continue a leitura!

Como o onboarding influencia na retenção de talentos?

Se os novos talentos conseguem se posicionar tão rápido sobre suas intenções em continuar na organização, essa precisa investir em ferramentas e ações para cativar os profissionais e se posicionar com um bom lugar para a construção de uma carreira sólida e o desenvolvimento de suas habilidades.

O onboarding, também chamado de processo de integração, é o conjunto de estratégias utilizadas para que os novos colaboradores se adaptem com sucesso às suas atividades e à cultura da empresa. Esse processo deve ser priorizado e, se planejado estrategicamente pode ser um diferencial para a retenção dos novos talentos.

Segundo a Onboardia, empresa americana de soluções de onboarding, 75% dos colaboradores satisfeitos com a experiência de integração, permanecem leais à organização.

Um problema que ocorre em algumas organizações é que elas tratam o processo esse momento simplesmente como a integração ao ambiente e rotinas de trabalho.

Assim, recebem o profissional já com pilhas de documentos administrativos e delega a eles um monte de atividades de trabalho, contando apenas com a orientação de um colaborador mais experiente, iniciando um treinamento mal planejado e que deixa muito a desejar.

Isso desmotiva o trabalhador, o faz ter maus sentimentos sobre a empresa desde o início e não coopera em nada para a aceleração do onboarding. Os gestores de RH precisam entender que se trata de uma estratégia de conquista, retenção e desenvolvimento de talentos, além de surtir efeitos positivos no clima organizacional e na produtividade.

Pois o ingresso em um novo trabalho traz uma carga emocional muito grande para os profissionais.

A expectativa de que a mudança será positiva em relação ao trabalho anterior somada ao entusiasmo e motivação pela nova oportunidade de mostrar suas habilidades e crescer profissionalmente deixam as emoções à flor da pele.

Na visão da organização, essas emoções devem representar a oportunidade de uma conexão efetiva com o novo talento para garantir seu compromisso e continuidade por um longo período como parte de seu capital humano.

Um onboarding bem planejado e aplicado é aquele que consegue estender esse estado de disposição e otimismo do profissional além dos primeiros momentos no novo trabalho, garantindo sua total adaptação em todos os âmbitos da organização.

É preciso realmente aproveitar a chance de causar uma boa impressão e fidelizar o colaborador, tornando-o parte importante do negócio. Estudo da Brandon Hall Group, mostrou que empresas que contam com um programa de onboarding bem estruturado tem sua taxa de retenção de talentos aumentada em 82% e sua produtividade em 70%.

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Como estruturar um processo de onboarding?

Como já vimos, além de aprender sobre suas atividades de trabalho, o novo colaborador deve ser conquistado pela empresa e absorver sua cultura e seus valores durante o onboarding. O processo deve começar no primeiro contato da organização com o profissional enquanto ainda candidato.

Veja algumas etapas importantes para uma integração eficiente:

  • alinhamento das expectativas do RH e dos gestores da área em que o novo colaborador atuará, a fim de evitar falhas e desentendimentos durante o processo;
  • condução do pré-onboarding, dando suporte na preparação dos documentos e procedimentos solicitados pela empresa para a contratação;
  • recepção do novo colaborador, sempre que possível com alguma atividade diferenciada como a entrega de um kit da empresa ou um café com a equipe;
  • apresentação de toda equipe de trabalho, inclusive executivos, para que o profissional se sinta mais seguro ao se comunicar e buscar por ajuda;
  • exposição dos valores da organização, com a oportunidade de vivenciá-los no ambiente de trabalho;
  • treinamento das atividades de trabalho, dando o máximo possível de autonomia para o profissional, com monitoramento de um supervisor;
  • entrega de feedbacks periódicos, sempre exaltando os pontos positivos e novos aprendizados e oferecendo ajuda para a correção de falhas.

Para um onboarding que realmente cative o novo colaborador, é fundamental contar com um ambiente de trabalho harmônico e uma equipe preparada para receber e agregar cada recém-chegado. Processos administrativos automatizados e interativos também são importantes para potencializar o comprometimento dos novos funcionários.

Por fim, a realização de uma pesquisa de acompanhamento, que possibilite levantar os pontos positivos e negativos um processo de onboarding, é importante para promover ações de melhorias, deixando a integração de novos colaboradores cada vez mais atrativa e eficaz.

Como diferenciar o onboarding para a retenção de talentos?

Encontrar e reter talentos é um grande desafio. A inclusão de iniciativas de aprendizado e a promoção de um ambiente colaborativo, criativo e flexível pode atuar como um catalisador para aumentar o comprometimento dos novos colaboradores com a empresa. As organizações precisam entender isso e, como empregadores, praticar essa filosofia como parte de sua cultura de negócios.

A oportunidade de novos aprendizados e o treinamento contínuo não são importantes apenas para a produtividade, mas também para atrair e reter os melhores talentos do mercado. Um ambiente de trabalho pluralizado, colaborativo e automatizado são a chave para conquistar os profissionais das gerações Y e Z.

Considerando essas observações, veja algumas iniciativas para garantir que seu processo de onboarding funcione com um programa de retenção de talentos.

Considere trabalhar um Team building durante o onboarding

Quando trabalhamos em equipe, por um objetivo em comum, nos sentimos parte do processo e nosso link com o projeto cresce naturalmente, não é mesmo? As atividades do team building podem auxiliar no processo de integração, fazendo com que a ligação no novo talento com o restante da equipe flua bem e aumente mais rápido, ajudando o profissional a se sentir acolhido e integrado à empresa.

Jogos e dinâmicas que promoção integração por um propósito e desafios a serem cumpridos em equipe são uma boa forma de fazer o team building um aliado para construir um bom relacionamento com a equipe e provocar o engajamento e retenção no novo colaborador.

Prepare um cronograma de apresentações e treinamento no onboarding

As oportunidades de aprendizado caminham lado a lado com a retenção de talentos. Levantamento do Workplace Learning Report de 2018, do LinkedIn concluiu que 93% dos profissionais ficariam mais tempo em uma organização se ela investisse em sua carreira.

Um bom cronograma de onboarding deve incluir apresentações sobre a empresa sua área de atuação, treinamentos técnicos e operacionais pertinentes ao seu trabalho a novas oportunidades de aprendizado, como workshops e palestras sobre as novidades e tendências da área.

É importante, nesse contexto, conversar com o novo colaborador sobre as oportunidades de aprendizado futuras que a empresa oferece, como convênios com escolas e faculdades, cursos de qualificação, programas de mentoria e desenvolvimento de líderes entre outras. Assim o profissional pode ampliar suas expectativas com relação a nova organização da qual faz parte.

Prepare mentores para atuar no onboarding

A experiência dos colaboradores mais idôneos da organização podem ser muito proveitosas em um processo de onboarding. O colaborador recém-chegado pode ser acompanhado de perto por um tutor, preparado com antecedência para assumir essa função, que seja a ponte dele com a organização.

Além dessa iniciativa, os gestores e executivos das principais áreas da empresa podem atuar no processo como mentores, ajudando a aprofundar os conhecimentos dos novatos sobre a organização, a fim de aprenderem seus processos e internalizam seus propósitos e sua cultura. 

Apresente as oportunidades de longo prazo

Quando o profissional chega na empresa, é natural que o propósito do RH seja familiarizá-lo com as atividades diárias do trabalho para o qual ele foi contratado, a fim de que a posição seja logo preenchida.

Só que, como profissional que deseja crescer na carreira, por mais que esteja empolgado com as novas atribuições e em conhecer a empresa, ele se interessa em saber quais serão suas perspectivas e oportunidades futuras. Se essas não forem apresentadas em tempo oportuno, pode causar perda de motivação e desinteresse pelo trabalho.

Seja claro sobre a política de cargos e salários e o planejamento de carreira da organização e apresente todos os programas de desenvolvimento profissional dos quais a empresa dispõe mesmo que não possam ser colocados em prática em curto e médio prazo para o novo colaborador. Saber que eles existem o motivará a permanecer firme e trabalhar para chegar lá.

A retenção de talentos não é uma das atribuições mais simples do departamento de Recursos Humanos. Por isso, os profissionais de RH devem se empenhar em aprimorar sempre seus conhecimentos na área, aproveitando todas as ferramentas e tecnologias disponíveis, além de ficar atentos às novas tendências do mercado.

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