Quais tipos de recrutamento devo usar na minha empresa?

Encontrar os talentos certos para preencher as vagas de uma empresa não é tarefa fácil. No entanto, existe um jeito eficaz de garantir bons resultados na busca por profissionais. Conhecer os tipos de recrutamento e saber quando utilizá-los pode ser a chave para cumprir essa missão da forma mais adequada possível.

Cada posto de trabalho tem suas exigências: enquanto alguns cargos pedem habilidades técnicas impecáveis, outros demandam um conjunto de competências comportamentais muito específicos. Se os requisitos são variados, é natural que as maneiras de procurar e abordar cada tipo de candidato também os seja.

Pensando nisso, explicaremos, neste post, os quatro principais tipos de recrutamento do mercado de RH. Você conhecerá todos os detalhes sobre cada um deles, bem como o momento mais indicado para usá-los. Interessado? Confira as dicas a seguir!

Recrutamento interno

No recrutamento interno, o RH procura preencher as vagas com profissionais que já estejam atuando na empresa. Há diversas formas de se fazer isso. A mais comum é a abertura de concorrência. Ela consiste na publicação da posição em aberto em uma plataforma online interna, oferecendo a possibilidade de vários colaboradores se candidatarem ao mesmo cargo.

Outro modelo muito usado pelas organizações é o reenquadramento no plano de carreira. Nesse método, a empresa avalia as metas atingidas pelo funcionário e seu perfil profissional antes de oferecer a ele a vaga disponível. É possível, ainda, fazer uma seleção informal, baseada em indicações e avaliações de líderes e colegas no dia a dia de trabalho.

Consulta ao gestor

Dependendo da cultura da organização, o colaborador precisa ter o aval do gestor para participar de um recrutamento interno. Ou seja, mesmo que o cargo seja perfeito para o perfil do profissional, se o líder atual não aprovar a solicitação, ele fica preso ao seu departamento.

Outras organizações dão uma liberdade maior para os funcionários se candidatarem a vagas internas. Nesse caso, as equipes devem estar preparadas para se reorganizar no caso de algum membro decidir mudar de área.

É possível um colaborador abrir conversas para trocar de área, mesmo se não houver vagas em aberto. Nesses casos, o funcionário procura o RH para alinhar expectativas e objetivos e o setor tenta criar alternativas que satisfaçam aos anseios daquele talento.

Vantagens

As vantagens do recrutamento interno são muitas. A maior delas é a retenção e valorização dos talentos da empresa, principalmente dos mais jovens. Para esse perfil, é muito importante ter novos desafios. Com a possibilidade de buscar posições diferentes dentro da empresa, a curva de aprendizado se mantém crescente e os colaboradores ficam sempre satisfeitos.

Além disso, esse tipo de processo seletivo é ideal quando a empresa quer reduzir custos e contratar com mais precisão. Afinal, a organização já tem conhecimento prévio sobre o perfil do candidato baseado em sua rotina de trabalho.

Recrutamento externo

No recrutamento externo, a empresa vai ao mercado de trabalho em busca de candidatos capazes de preencher a vaga disponível. Normalmente, esse tipo de processo seletivo é adotado quando o RH não consegue encontrar talentos com as competências necessárias nas equipes internas.

O método também costuma ser muito usado para cargos de início de carreira, já que posições de liderança geralmente são preenchidas por funcionários com certo tempo de casa. Nesse modelo, os riscos e custos são mais elevados, já que a empresa não tem conhecimento prévio sobre o comportamento dos candidatos e precisa investir mais para encontrar os talentos adequados.

Métodos

Uma das técnicas usadas para fazer essa busca é o headhunting. A empresa contrata consultorias especializadas em abordar profissionais de forma sigilosa e discreta, restringindo a procura a uma pequena lista de nomes desejados no mercado.

Porém, o método mais comum é o anúncio de vagas em sites especializados e meios de comunicação. Grande parte das contratações no mundo corporativo é feita dessa forma.

Apesar de mais caro e incerto, esse estilo de recrutamento também traz muitas vantagens. É ideal para empresas que buscam oxigenação de ideias, entrada de novos talentos e mais opções de profissionais para o processo seletivo.

Ao optar por ele, tenha cuidado com o clima interno. Buscar talentos de fora da empresa é válido, mas é preciso se certificar de que os funcionários da casa também tenham suas expectativas atendidas, sempre que possível.

Recrutamento misto

O recrutamento misto ocorre quando o RH envolve candidatos internos e externos no mesmo processo seletivo. É uma ótima forma de aumentar o nível da competição, buscando os melhores profissionais nos dois universos e promovendo os testes e entrevistas em pé de igualdade. Apesar de mais trabalhoso, é o método mais preciso de contratação de talentos.

No entanto, é preciso tomar cuidado para não favorecer os candidatos internos nas avaliações. Se a proposta é fazer um recrutamento justo, todas as etapas e feedbacks precisam ser transparentes. Para atingir esse objetivo, desconsidere quaisquer fatores que não sejam as habilidades, experiências e perfis dos profissionais.

Também é necessário ter cuidado extra nos feedbacks negativos, sobretudo para funcionários internos. Ver a vaga ser possivelmente oferecida a um profissional de fora pode gerar frustração e descontentamento. Por isso, o RH deve ser habilidoso ao explicar os motivos da não contratação para o novo cargo, sempre oferecendo apoio e alternativas para o desenvolvimento do colaborador.

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Recrutamento online

O recrutamento online, na realidade, não é um tipo de seleção, mas sim uma ferramenta usada para tornar os processos internos, externos e mistos mais eficientes. A base desse modelo é a implementação de uma plataforma especializada, na qual a empresa possa publicar vagas e avaliar detalhadamente todas as competências dos candidatos.

Esse tipo de recurso possibilita entrevistas online, agiliza testes de aptidão e reduz o volume de trabalho operacional do RH. Afinal, a triagem inicial é toda feita por algoritmos e palavras-chave, sem a necessidade de ocupar os membros do departamento com a leitura de currículos.

Além dos sistemas de recrutamento, a empresa pode usar o próprio site e as redes sociais para otimizar a busca por talentos. O LinkedIn, por exemplo, é uma excelente ferramenta para fazer networking e anunciar vagas, sendo utilizada por mais de 500 milhões de profissionais e empresas no mundo todo.

Com tantas vantagens e facilidades, é inviável para qualquer organização recrutar, nos dias de hoje, sem o auxílio da tecnologia. É preciso ter em mente que a busca deve ser feita onde os talentos estão. E, atualmente, os bons profissionais ficam conectados praticamente o tempo todo.

Essas foram as nossas dicas sobre os tipos de recrutamento que podem ser usados na sua empresa! Agora que você conhece as características e vantagens de cada um, basta avaliar o cenário da sua organização e escolher o que mais combina com ela. Assim, você com certeza terá ótimos resultados nas próximas contratações.

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Gabrielle Armbrust | GUPY

Gabrielle Armbrust | GUPY

Formada em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda pela ESPM, é Especialista de Marketing Digital da Gupy, onde se tornou apaixonada por RH. Tendo morado nos EUA, Argentina e Inglaterra, Gabrielle tem experiência com diversidade e pessoas, por isso busca com a Gupy ajudar a colocar gente certa, no lugar certo.